Alguma galeria na Av. Paulista
Frio. Frio? Eu nem sabia que em São Paulo fazia frio também. Chegamos no hostel, largamos as malas, disputamos tomadas. Fomos tomar café, 3 reais a água em todos os lugares. Fomos para, 25 de março. Nunca vi tanta gente em um só lugar. Nunca antes as pessoas tinham chegado tão perto de mim antes e nem tentado me vender um produto encostando ele em mim sem pedir a minha permissão. A barreira entre eu e o outro parecia não existir nessa rua. Segurei minha bolsa com mais cuidado. Muita informação, muitos ruídos, vozes e coisas. Eu não sabia para onde olhar. Quando lembro do mercado público, não vem na cabeça os vitrais nem o pastel de bacalhau, mas as pitayas. Tão bonitas, saborosas e de textura agradável. A pitaya é o gosto de São Paulo para mim. Na galeria do rock eu esperava mais. Não havia nada de novo no rock, as mesmas taixinhas, as mesmas caveiras, as mesmas correntes, os mesmos bottons, o mesmo couro. Já na parte de baixo, aonde tinha mais representação das periferias, do rap e do hip hop eu vi algo que parecia mais novo, em ascendência. Vi uma mulher negra fazendo um penteado incrível em um salão. Vi a favela sendo representada através das roupas, dos penteados, da música e do estilo e achei lindo eles terem aquele espaço. Pegamos o metrô, andamos bastante até chegar na Av. Paulista, que foi a minha rua favorita. Só de andar naquela rua eu me sentia bem. As pessoas, as intervenções, a arte, os prédios.. tudo nela era agradável. Meu coração apertou ao ver o MASP e não poder entrar, mas de consolo fomos no starbucks. Andamos bastante até a Oscar Freire.Vimos muitas lojas de luxo como Louis Vuitton e Chanel. Muitas lojas conceito com lindas vitrines. Entramos em uma sorveteria que era a loja conceito da marca, a loja era linda! Passamos por galerias de arte incríveis. No final da tarde voltamos para o hostel de taxi, que foi muito barato, tomamos banho com o tempo contado de no máximo 10 minutos devido a falta de água em São Paulo. Nos arrumamos e fomos para a Augusta. Lá jantamos em um local que haviam vários food trucks. Andamos um pouco pela Augusta. Senti medo, Acredito que ninguém se sentiu seguro lá. Voltamos para o hostel em poucos minutos. Dormimos. Acordamos. Caminhamos até o metrô e fomos teletransportados para a Ásia. Ou melhor, para a Liberdade. Muita gente, muita informação, muita cultura, chá, muito chá, budas, muitos budas. Haviam muitos produtos de todos os tipos nas lojinhas asiáticas. Grande parte dos vendedores não sabem falar português fluente. Em certos momentos era realmente como se estivéssemos em outro país. Almoçamos em um restaurante que servia uma grande parte de todos os pratos existentes no mundo. Eu nunca tinha visto um buttet com tantas opções. Pegamos metrô, andamos bastante e chegamos na feira Benedito Calixto. Gostei mais das pessoas e da intervenção artística que uma banda fez no meio da rua do que da feira em si. Estavam todos alegres como se estivessem comemorando algo. Entrei no clima e bebi um Chopp. Na volta, o grupo quis ir de táxi mas eu e um colega queríamos conhecer o cemitério. Fomos andado, cansados e com calor. Chegando la haviam umas pessoas suspeitas, mal entramos no cemitério e já saímos por medo. Passamos em muitas lojinhas legais no caminho de casa. Entramos em um feirinha com várias moderinidades. Conversamos com uma fotógrafa que faz fotos incríveis de formas na cidades que lembram letras. Assim, ela juntava várias fotografias formando palavras e frases. Fomos para o hostel, descansamos um pouco, tomamos banho, fizemos as malas e fomo para o ônibus rumo à desigualdade social. Chegando no shopping Iguatemi a sensação foi de desconforto. Os olhares eram pesados, principalmente quando estávamos em grupo. Me senti pior quando meus amigos contaram as situações que passaram lá. Na janta a comida não descia bem, eu só queria sair daquele lugar. Comecei a pensar sobre quem faz as roupas da Chanel e da Dion, no Christian Louboutin, será que eles compactuariam com esse final para o produto deles? Voltamos para o ônibus que por incrível que pareça, era mais confortável estar lá do que em um hotel de luxo. No ônibus conversamos muito sobre a viagem, o que foi muito bom para discutir a viagem enquanto tava tudo fresco na mente. Pude “mastigar e digerir” muitas coisas e ter algumas conclusões. Por fim, dormi.
Postais de São Paulo.
Postais de Florianópolis
Necessidades Básicas - Quais são as necessidades e desejos mais profundos dos consumidores a que essa tendência se refere?
Os homens que fazem parte dessa tendência não cabem mais em um esteriótipo masculino machista aonde ser homem significa virilidade, rigidez, insensibilidade e desleixo com a aparência. Eles tem a necessidade de expressar um lado que a sociedade impões como feminino, que é um lado mais sensível, delicado e vaidoso.
Por que esta tendência está surgindo agora? O que está mudando?
-Transformações: macromudanças a longo prazo e de almpo alcance.
A sociedade vem abordado muito mais temas relacionados a esta tendência, como machismo, sexismo e questões de gênero em geral. A grande pergunta que a sociedade fez para ela mesma nesta década foi: Porque quem nasce homem tem um papel dentro da sociedade e quem nasce mulher tem outro? E dentro deste papel uma maneira de se vestir, uma maneira de de se relacionar, de mostrar seus sentimentos, de abordar o sexo, de trabalhar, uma separação do que cada um é responsável dentro de uma família e até coisas tão simples como cortar os cabelos e cuidar das unhas. Com esse questionamento houve uma possibilidade de que ambas as partes pudessem mostrar um outro lado, característico do outro gênero, já que perceberam que esses papeis não fazem sentido e que não tem porque seguir um rótulo por causa do sexo que cada um nasceu.
- Gatilhos: Mudanças ou tecnologias recentes e de curto prazo
Vem acontecendo mudanças que são um reflexo disso tudo, como a estrutura familiar aonde antes apenas o pai podia ir trabalhar e só a mãe que podia cuidar dos filhos e da casa e agora ambos fazem as duas coisas, ou até mesmo há uma inversão desse papel.
Potencial de Inovação - Como e aonde você pode aplicar esta tendência ao seu negócio?
É possível aplicar em diversos setores, principalmente nos setores que são de exclusividade feminina, aonde podem ser criadas linhas masculinas com estes produtos visando atender esse novo público, como cosméticos, roupas e acessórios, saúde e beleza. Além disso, é possível aplicar essa tendência na propaganda de produtos de limpeza da casa, produtos de saúde beleza, destinando os produtos também para este público. Criação de salões de beleza que atendam homens. Criação de linhas unisex.
Expectativas de Consumo emergentes - Que novos desejos, necessidades e expectativas são criados pelas mudanças identificadas acima? Onde e como esta tendência os satisfaz?
Os homem desejam ser eles mesmos e não o que a sociedade machista impõe sobre o que é ser homem, assim eles querem poder mostrar um lado feminino sem sofrerem preconceito, sem ser questionada sua orientação sexual por tal comportamento, sem serem alvo do que quem é homoafetivo sofre. Então é necessário que as empresas busquem normatizar esta questão (o que seria positivo para ambos, heterosexuais e homoafetivos), como por exemplo através de campanhas publicitárias para que esse público possa além de agir com características femininas e consumir produtos destinados para tal.
Inspiração - Como outras empresas estão aplicando esta tendência?
As empresas vem adaptando seus serviços que antes eram antes destinados só para mulheres, como depilação, salões de beleza, tratamentos de saúde e beleza (como spas, centros de massagens e tratamento pele), e também seus produtos como cremes para a pele e para o cabelo, cosméticos, vestuário, etc. Estes são só os primeiros passos, até que todos os produtos sejam destinados para ambos, sem distinção por sexo.
Quem - A quais [novos] grupos de consumo você pode aplicar esta tendência? O que seria necessário mudar?
A tendência poderia chegar a todos os homens, quando todos entenderem que não precisam estarem dentro de um padrão social. Assim, todos eles poderão ser eles mesmos sem esteriótipos. Para isto, a sociedade teria que mudar como um todo, tratando mais sobre questões de sexismo, machismo e questões de gênero, até que houvesse a normatização destas questões para que todos sejam livres para ser aquilo que desejarem independente de rótulos sobre o sexo que nasceram e que se identificam.
Inovação: Criação de um spa masculino, um centro de saúde, beleza e relaxamento para homens. Assim, apenas homens que estão (pelo menos um pouco) mais livres do machismo frequentariam o lugar e eles não se sentiriam reprimidos por serem invasores de um espaço feminino. Neste local, eles poderão fazer massagens e relaxamentos, tratamentos de pele, depilação, cortar e hidratar os cabelo e a barba, fazer as unhas e comprar produtos de saúde e beleza em um espaço destinado para eles.